Assembleia Legslativa do Maranhão

CCJ realizará audiência pública para discutir casos de intolerância religiosa no Maranhão

Durante reunião, pais e mães-de-santo fizeram relatos de diversos casos de ofensas, violências e ataques criminosos contra casas de umbanda e de tambor de mina tanto no Maranhão

Reunião da CCJ, OAB-MA e DPE com dirigentes de casas de terreiros de São Luís para discutir casos de intolerância religiosa no Maranhão

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Carlos Lula (PSB), e representantes da OAB-MA e da Defensoria Pública do Estado (DPE) reuniram-se, na manhã da última quinta-feira, com dirigentes de casas de terreiros de São Luís para discutir sobre recentes casos de racismo e intolerância religiosa registrados no Maranhão.

Durante a reunião, realizada na Sala das Comissões, pais e mães-de-santo fizeram relatos de diversos casos de ofensas, violências e ataques criminosos contra casas de umbanda e de tambor de mina tanto na capital maranhense quanto no interior do Estado.

A advogada Caroline Caetano, presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB-MA, e a defensora Clarice Binda, titular do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado, participaram do debate sobre como deverá acontecer o enfrentamento à intolerância religiosa, principalmente com o apoio, representação e posicionamento das autoridades públicas.

O presidente da Federação das Casas de Culto do Maranhão, pai-de-santo Biné Gomes, disse que são cada vez mais frequentes os casos de ofensas e agressões praticados por dirigentes de igrejas evangélicas.

Ele frisou que um dos episódios mais recentes foi protagonizado por um grupo de religiosos, liderado por um pastor da Assembleia de Deus – Missões Campo Tirirical, que se posicionou em frente ao terreiro de mina do Pai Nery de Oxum, situado na localidade Itapera, na zona rural de São Luís.

Os evangélicos, segundo o relato de Biné Gomes, utilizando um carro de som, proferiram palavras ofensivas contra os integrantes da casa de terreiro de mina. Populares gravaram vídeos no celular e o pai de santo Nery da Oxum compareceu à Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância e Conflitos Agrários, onde registrou ocorrência.

A militante Jô Brandão, coordenadora do Coletivo Dan Egi, entregou ao deputado Carlos Lula um documento assinado por diversas entidades, solicitando que a Assembleia Legislativa do Maranhão manifeste-se de forma oficial sobre os casos de racismo e intolerância religiosa que vêm ocorrendo no Estado.

Deixe um comentário